
"Académica ainda viveu na falsa ilusão de um golo e de uma vantagem que durou quase uma hora. Equipa do Restelo teve corpo e muito pouca alma. Treinadores de risco... calculado.
MUITA alma nas bancadas, ainda que quase vazias, relvado despido de valores e até de ideais com exibições tão confrangedoras. De um lado, da Académica, notória incapacidade para gerir a escassez de meios, humanos e... muito mais outras coisas, para se libertar das amarras táctico-estratégicas; do outro, uma formação que se contentou com muito pouco quando teve à sua mercê adversário tão à mão para aniquilar com uns quantos golpes... que os azuis de Belém não deram.Pouca vontade gritante de dar a volta ao jogo e ao resultado a que não ficou indiferente também João Carlos Pereira, pouco dado a riscos mesmo depois de tomar o pulso ao adversário. Talvez ter-se estreado como treinador na Académica o tenha amolecido neste desafio menor...E nem o golo marcado tão cedo espevitou o Belenenses ou espevitou a Académica, que ainda não ganhou neste campeonato. E pela amostra, não se vislumbra que possa vencer tão cedo, a não ser que esta equipa engane ao ponto de estar iminente um golpe de asa e poder transcender-se já na próxima jornada. Sim, porque só transcendendo-se poderá ter ilusão de ganhar.Ontem, e diante de um Belenenses tão organizado que perdeu mais tempo a tomar conta de si do que do adversário e do jogo, os 'estudantes' viveram quase exclusivamente dos fogachos de Sougou, que sobreviveu a um vazio imenso e a equipa ao descalabro. Ainda que à custa da condescendência o adversário.E o receio de ambos os treinadores foi tanto que durante uma hora não mexeram nas respectivas equipas. Não é que não pudessem, porque o que quer que fosse que saltasse do banco sempre agitaria qualquer coisa o jogo, mas sim -por isso poder constituir um risco desnecessário quando um empate seria sempre um mal menor.E se os líderes assim pensaram, os jogadores melhor interpretaram no terreno, num jogo com escassíssimas oportunidades de golo e... difícil de digerir.
Nélson (5) — Um golo sofrido sem que se lhe possam assacar quaisquer culpas.Mano (4) — Sempre no fio da navalha.Beto (4) — No golo de Miguel Pedro só andava de cabeça no ar...Diakité (5) — Melhor do que o companheiro. Sobretudo, porque marcou o golo do empate.Tiago Gomes (5) — Mais solto do que o companheiro do lado contrário.Barge (4) — Deveria rasgar caminho pela direita, encolheu-se ali a meio-campo.Gabriel Gómez (5) — O 'trinco' mostrou, ao menos, a sua fibra. Nada acrescentou, muito trabalhou.Freddy (4) — Umas corridas no final a deixarem a ideia quem poderia ter feito mais e melhor.Yontcha (5) — Acabou o jogo como se estivesse a começar com uma arrancada poderosa. Deu sempre muita luta, mas foi desaproveitado.Lima (4) — Uma oportunidade flagrante de golo perdida logo aos 22 minutos., Nunca mais se endireitou depois disso.Ivan (4) — Terrível missão e... não cumprida.Rodrigo Arroz (4) — Ajudou a ganhar... um ponto.Celestino (4) — Entrou para robustecer a equipa sem lhe dar agressividade.
" João Carlos Pereira: «Assumimos o jogo e fomos mais fortes»O técnico do Belenenses mostrou-se satisfeito com o empate apesar de pensar que a sua equipa poderia ter chegado à vitória caso tivesse tido mais serenidade em determinadas alturas da partida. «É um resultado que se aceita num jogo em que estiveram em confronto uma equipa intranquila e outra menos confiante, atendendo a que vínhamos de duas derrotas seguidas.A primeira parte foi equilibrada, mas na segunda assumimos o jogo e fomos mais fortes», comentou. Aliás, segundo João Carlos Pereira, foi nesse período que a equipa se aproximou dos seus processos de jogo: «Na segunda parte estivemos mais próximos do que pretendemos».




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